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ustiça decretou a falência do Grupo Ditália após credores rejeitarem o plano de recuperação judicial; empresa acumula dívida de R$ 85 milhões
COM 600 FUNCIONÁRIOS NO AUGE, TRADICIONAL FABRICANTE DE MÓVEIS ENTRA EM FALÊNCIA COM DÍVIDA DE R$ 85 MILHÕES

 O Grupo Ditália, tradicional fabricante de móveis da Serra Gaúcha, teve a falência decretada pela Justiça após a rejeição do plano de recuperação judicial pelos credores.

 

A empresa acumula uma dívida de aproximadamente R$ 85 milhões e chegou a empregar 600 funcionários no auge das operações. Atualmente, mantém 101 colaboradores.

 

A decisão foi proferida pelo juiz André Dal Soglio Coelho, após a assembleia de credores rejeitar o plano de recuperação judicial e também a possibilidade de apresentação de uma nova proposta de reestruturação.

 

Apesar da falência, a empresa continuará operando normalmente até a venda dos ativos, segundo o administrador judicial do processo.

 

Por que o Grupo Ditália teve a falência decretada?

 

O Grupo Ditália estava em seu segundo processo de recuperação judicial. O pedido mais recente havia sido aceito em 2021, enquanto a primeira recuperação ocorreu em 2015, envolvendo apenas uma das empresas do grupo. As informações são da GZH.

 

Durante o processo, a companhia tentou evitar a falência por meio do chamado cram down, mecanismo previsto na legislação que permite ao juiz aprovar um plano de recuperação mesmo sem o aval da assembleia de credores, desde que determinados requisitos legais sejam cumpridos.

 

No entanto, a Justiça entendeu que esses requisitos não foram atendidos, o que levou à decretação da falência.

 

Ao justificar a decisão, o magistrado destacou que os credores recusaram tanto o plano apresentado quanto a possibilidade de uma nova proposta de recuperação.

 

Empresa vai recorrer da decisão

 

O advogado do Grupo Ditália, Thiago Crippa Rey, informou que recorrerá da sentença.

 

Segundo ele, a decisão da classe trabalhista foi economicamente prejudicial aos próprios credores.

 

“Há irracionalidade econômica no voto da classe trabalhista (ou seja, decidiram contra eles próprios). Já foram pagos mais de 60% dos credores (de todas as classes) à vista e sem desconto”, afirmou.

 

O ND Mais entrou em contato com o Grupo Ditália para solicitar um posicionamento sobre a decretação da falência, os próximos passos da empresa e os impactos da decisão nas operações e nos funcionários. Até a publicação desta reportagem, não havia recebido retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

 

Grupo Ditália continuará funcionando

 

Mesmo com a falência decretada, a operação da empresa será mantida enquanto ocorre o processo de venda dos bens.

 

De acordo com o administrador judicial, Augusto Moreira Neto, a intenção é comercializar todas as empresas do grupo de forma conjunta, por meio de uma UPI (Unidade Produtiva Isolada). Nesse modelo, o comprador assume a operação já em funcionamento.

 

Segundo ele, funcionários e fornecedores seguem recebendo normalmente.

 

“Quem assumir pegaria as empresas funcionando e faturando”, afirmou.

 

Os interessados poderão apresentar propostas de compra até 30 de setembro. Caso haja apenas uma oferta, a venda será feita diretamente. Se houver mais de um interessado, será realizado um leilão.

 

História da fabricante de móveis

 

O Grupo Ditália foi fundado em 1990, em Bento Gonçalves (RS). A empresa começou produzindo estofados em uma sala de apenas 70 metros quadrados.

 

Com o crescimento dos negócios, a fábrica foi transferida para Monte Belo do Sul, também na Serra Gaúcha. Ao longo de sua trajetória, a companhia se consolidou como uma das tradicionais fabricantes de móveis da região e chegou a empregar cerca de 600 trabalhadores.

 

Nos últimos anos, porém, enfrentou dificuldades financeiras que culminaram no segundo pedido de recuperação judicial e, agora, na decretação da falência. Atualmente, o grupo conta com 101 funcionários e seguirá em operação até que a venda da empresa seja concluída.

 

Fonte: https://ndmais.com.br/justica/falencia-grupo-ditalia-fabricante-de-moveis-rs/

 

27/07/2026